O DESTINO DA HUMANIDADE COMO FATALIDADE: A CRISE ECOLÓGICA COMO A DESSACRALIZAÇÃO DO HABITAR-MORAR NA TERRA

Anderson Vichinkeski TEIXEIRA, Bruno Cozza SARAIVA

Resumo


Trabalho enviado em 15 de fevereiro de 2017. Aceito em 6 de junho de 2017.

 

O presente trabalho tem como objetivo discorrer acerca da crise filosófica que acomete o dito Homem Social, concentrando o enfoque em seus desdobramentos concernentes à formação da crise ecológica contemporânea. Tratar-se-á também do estágio atual desta crise ecológica como resultado da dessacralização do habitar-morar na Terra. Abordar-se-á, por fim, a ideia de um destino da humanidade como fatalidade em virtude do progressivo e, supostamente, irreversível processo de catastrofização ambiental.

 

PALAVRAS-CHAVE: Filosofia do Direito; Crise Ambiental; Humanidade.

 

ABSTRACT

This article aims to discuss the philosophical crisis that affects so-called Social Man, concentrating the focus on its developments concerning the formation of the contemporary ecological crisis. It will also deal with the current stage of this ecological crisis as a result of the desecration of living on Earth. Finally, it will address the idea of a destiny of mankind as a fatality due to the progressive and supposedly irreversible environmental catastrophizing process.

 

KEYWORDS: Philosophy of Law; Ecological Crisis; Mankind.


Referências


AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

AGAMBEN, Giorgio. Ideia da prosa. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

ARENDT, Hannah. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.

ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2013.

BACHELET, Michel. Ingerência ecológica: direito ambiental em questão. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.

BAUDRILLARD, Jean. La société de la consommation. Paris: Donël, 1970.

ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano: a essência das religiões. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.

ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. São Paulo: Perspectiva, 2010.

FOLTZ, Bruce V. Habitar a Terra: Heidegger, Ética Ambiental e a Metafísica da Natureza. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.

HEIDEGGER, Martin. Caminhos de Floresta. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2014.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2013.

JONAS, Hans. O Princípio Vida: Fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

LIPOVETSKY, Giles. Le bonheur paradoxal. Paris: Gallimard, 2006.

MAFFESOLI, Michel. O Eterno Instante: O Retorno do Trágico nas Sociedades Pós-Modernas. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.

MORIN, Edgar. Para onde vai o mundo? Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

OST, François. A natureza à margem da lei: A ecologia à prova do direito. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.

OST. François. O Tempo do Direito. Lisboa: Instituto Piaget, 1999.

SERRES, Michel. O mal limpo: poluir para se apropriar? Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.

SERRES, Michel. O começo de uma outra humanidade? Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

SUPIOT, Alain. Homo juridicus: Ensaio sobre a função antropológica do Direito. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.

SCHMITT, Carl. O nomos da Terra no direito das gentes do jus publicum europaeum. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2014.

ZARKA, Charles Yves. O destino comum da Humanidade e da Terra. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2015.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .