RACIONALIDADE PRUDENCIAL E RESPONSABILIDADE PELO OUTRO: UMA CRÍTICA À MAXIMIZAÇÃO ESTRATÉGICA E AO DECISIONISMO JUDICIAL

MÁRCIO PUGLIESI

Résumé


O paradigma dominante da decisão racional nas ciências sociais pressupõe agentes dotados de preferências estáveis e orientados à maximização de utilidades. Tal modelo, presente na teoria da escolha racional, na teoria dos jogos e, em certa medida, nas formulações normativas de Rawls e Sen se mostra insuficiente para descrever a experiência moral concreta dos conflitos sociais, nos quais os agentes frequentemente não sabem positivamente o que desejam maximizar, mas reconhecem com clareza o que não podem aceitar. Partindo dessa hipótese, o artigo desenvolve uma crítica ao pressuposto maximizador e propõe uma alternativa fundada numa ontologia relacional do agir. Articulam-se a responsabilidade ética pelo Outro em Lévinas, a lógica da reciprocidade em Mauss, a normatividade sistêmica em Parsons, a prudência prática em Ricoeur e a teoria do jogo social de Carlos Matus. Como resultado, se formula o conceito de racionalidade prudencial negativa, capaz de reconfigurar modelos estratégicos e oferecer bases para uma ética pragmática adequada a contextos conflitivos. O artigo dialoga diretamente com os debates sobre o Código de Processo Civil - 2015 e sua concepção anti-decisionista: ao exigir fundamentação qualificada (art. 489, §1º), cooperação processual (art. 6º) e contraditório substancial (arts. 9º e 10º), o Código traduz normativamente a crítica ao paradigma autoritativo e aproxima a prática judicial da racionalidade comunicativa.


Mots-clés


racionalidade; ética; teoria dos jogos; prudência; alteridade; jogo social; anti-decisionismo.

Texte intégral :

PDF (Português (Brasil))

Références


AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: EdUFMG, 2007.

AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2004.

AGAMBEN, Giorgio. State of Exception. Chicago: University of Chicago, 2005.

ALEXY, Robert. Teoria da argumentação jurídica. São Paulo: Landy, 2017.

ANGIONI, Lucas. Phrónesis e virtude do caráter em Aristóteles: comentários à Ética a Nicômaco VI. Dissertatio, Pelotas, v. 34, p. 7 49, 2011.

ANGIONI, Lucas. As relações entre fins e meios e a relevância moral da phrónesis na ética de Aristóteles. Revista Filosófica de Coimbra, Coimbra, v. 18, n. 35, p. 185 204, 2009.

ARENDT, Hannah. A condição humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

ARENDT, Hannah. The Human Condition. Chicago: University of Chicago, 1958.

ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. 5ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.

ARENHART, Sérgio Cruz & MITIDIERO, Daniel. Novo Código de Processo Civil comentado. São Paulo: RT, 2016.

ARIELY, Dan. Previsivelmente Irracional: como as situações do dia a dia influenciam as nossas decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Antônio de Castro Caeiro. São Paulo: Atlas, 2009.

ÁVILA, Flávia & BIANCHI, Ana Maria. Guia de Economia Comportamental e Experimental. São Paulo, 1ª. edição. EconomiaComportamental.org, 2015

AXELROD, Robert. The evolution of cooperation. New York: Basic Books, 1984.

AXELROD, Robert. A evolução da cooperação. São Paulo: Leopardo, 2006.

BÄCKER, Carsten. Direito como razão institucionalizada? Sobre a concepção teórico discursiva do direito de Robert Alexy. Revista Direito GV, São Paulo, v. 14, n. 1, 2018.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.

BENJAMIN, Walter. Illuminations: Essays and Reflections. Translated by Harry Zohn. New York: Schocken Books, 1968.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1987.

BLOCH, Marc. A sociedade feudal. Tradução de Emanuel Lourenço Godinho. Lisboa: Edições 70, 1982.

BOURDIEU, Pierre. Language and symbolic power. Translated by Gino Raymond and Matthew Adamson. Cambridge: Polity, 1991.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 17 mar. 2015.

CERQUEIRA, Hugo. Adam Smith e o surgimento do discurso econômico. Revista de Economia Política, v. 24, n. 3, 422-441, 2003.

CERQUEIRA, Hugo. A mão invisível de Júpiter e o método newtoniano de Smith. Estudos econômicos, v. 36, p. 667-697, 2006.

CORNELL, Drucilla & ROSENFELD, Michel & CARLSON, David Gray (org.). Deconstruction and the Possibility of Justice. New York: Routledge, 1992.

DERRIDA, Jacques. Force of Law: The “Mystical Foundation of Authority”. In: CORNELL, Drucilla & ROSENFELD, Michel & CARLSON, David Gray (org.). Deconstruction and the Possibility of Justice. New York: Routledge, 1992. p. 3–67.

DERRIDA, Jacques. Force of Law: The 'Mystical Foundation of Authority'. In: DERRIDA, Jacques. Acts of Religion. New York: Routledge, 2002.

DERRIDA, Jacques. Força de lei: o “fundamento místico da autoridade”. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DERRIDA, Jacques. O instante da decisão: aporia e responsabilidade. Tese de Pedro Morgado Junior, UNIFESP, 2021.

DIDIER JR., Fredie. Curso de direito processual civil. 25. ed. Salvador: JusPodivm, 2023. v. 1.

DWORKIN, Ronald. O império do direito. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

ELSTER, Jon. The Cement of Society: A Study of Social Order, Cambridge: Cambridge, 1990.

EURÍPIDES. Medeia. Tradução de Trajano Vieira. São Paulo: Editora 34, 2010.

FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. Punir: entre Justiça e Vingança: To Punish: between Justice and Revenge. Revista de Direito Administrativo e Infraestrutura | RDAI, São Paulo: Thomson Reuters/Livraria RT, v. 4, n. 13, 253–267, 2021. Disponível em: https://rdai.com.br/ind

FERRAZ JR., Tércio Sampaio. Introdução ao estudo do direito: técnica, decisão, dominação. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2014.

FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. Justiça e vingança. São Paulo: Gen Jurídico, 2019.

FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. Justiça e vingança. Advocacia hj., n. 1, p. 63 67, jun. 2019.

FERRAZ JR., Tércio Sampaio. Função social da dogmática jurídica. 2ª. ed. São Paulo: Atlas, 2015.

FERRAZ JR., Tércio Sampaio. Direito, retórica e comunicação. São Paulo: Saraiva, 2003.

FERREIRA, Daniel Brantes. Realismo jurídico norte americano: origem, contribuições e principais autores. Revista (PUC Rio), [s. l.], 2011.

FIANI, Ronaldo. Cooperação e conflito: instituições e desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

FISS, Owen M. Against settlement. Yale Law Journal, v. 93, n. 6, 1984.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.

HABERMAS, Jürgen. The Theory of Communicative Action. Vol. 2: Lifeworld and System: A Critique of Functionalist Reason. Boston: Beacon, 1987.

HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. 2. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2012. v. 1.

HABERMAS, Jürgen. Teoria do agir comunicativo. Tradução de Flávio Beno Siebeneichler. 2 vol. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

HERMANN, Nadja. Phronesis: a especificidade da compreensão moral. Educação, Porto Alegre, v. 30, n. 1, p. 9 25, 2007.

HINSHAW, Art & SCHNEIDER, Andrea Kupfer & COLE, Sarah Rudolph (org.). Discussions in dispute resolution. Oxford: Oxford, 2021.

HODGSON, Geoffrey. Economists Forgot Smith and Darwin’s Message: Society Cannot Function Without Moral Bonds. Disponível em: http://evonomics.com/smith-and-darwin moral-bonds/ Acesso: 29 de janeiro de 2026.

HOLLIS, Martin & NELL, Edward J. O homem econômico racional: uma crítica filosófica da economia neoclássica. Tradução de Alexandre Addor. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.

HOMMERDING, Adalberto Narciso & MOTTA, Francisco José Borges. Direito e legitimidade em Jürgen Habermas: contribuições para a construção de um processo jurisdicional democrático. Revista Quaestio Iuris, Rio de Janeiro, v. 10, n. 3, 2017.

HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento. São Paulo: Editora 34, 2003.

JACOBS, Joseph. Wandering Jew. Disponível em: JewishEncyclopedia.com. Acesso em: 27 jan. 2026.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2012.

KAHNEMAN, Daniel; TVERSKY, Amos. Judgment under Uncertainty: Heuristics and Biases Science, New Series, v. 185, n. 4157, p. 1124-1131, September 1974. KAHNEMAN, Daniel; TVERSKY, Amos. Prospect Theory: an Analysis of Decision under Risk. Econometrica, v. 47, n. 2, p. 263-291, 1979.

KANTOROWICZ, Ernst H. Os dois corpos do rei: um estudo sobre teologia política medieval. Tradução de Ana Paula Zacca. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

KAUFMANN, Arnold. A ciência da tomada de decisão. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

LEVÍNAS, Emmanuel. Totalidade e infinito. Lisboa: Edições 70, 1980.

LÉVINAS, Emmanuel. Totalité et Infini. La Haye: Martinus Nijhoff, 1961.

LÉVINAS, Emmanuel. Autrement qu’être ou au-delà de l’essence. La Haye: Martinus Nijhoff, 1974.

LUHMANN, Niklas. O direito da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2016.

LUHMANN, Niklas. Legitimação pelo procedimento. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1983.

LUHMANN, Niklas. Sistema jurídico e dogmática jurídica. Tradução de Maria da Conceição Côrte-Real. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1995.

MARAT, Jean Paul. Plan de législation criminelle. Paris: Imprimerie du Cercle Social, 1790.

MARAT, Jean Paul. Plano de legislação criminal. Tradução de Carmencita de Souza Bueno Ibaixe e João Ibaixe Jr. São Paulo: RT (Revista dos Tribunais), 2002.

MARINONI, Luiz Guilherme & ARENHART, Sérgio Cruz & MITIDIERO, Daniel. Novo Código de Processo Civil comentado. 3ª. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016.

MARX, Karl. Formações econômicas pré-capitalistas. Introdução de Eric J. Hobsbawm. Tradução de João Maia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1985.

MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857–1858: esboços da crítica da economia política. Tradução de Mario Duayer e Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2011.

MARX, Karl. Pre capitalist economic formations. Translation: Jack Cohen. New York: International Publishers, 1965.

MATUS, Carlos. Política, planejamento e governo. Brasília: Ipea, 1993.

MATUS, Carlos. Estratégia e plano. São Paulo: Fundap, 1996.

MATUS, Carlos. O jogo social: teoria do jogo social aplicada ao planejamento estratégico. São Paulo: Fundap, 2005.

MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

MAUSS, Marcel. Essai sur le don: forme et raison de l’échange dans les sociétés archaïques. Paris: P.U.F, 1925.

MITIDIERO, Daniel. Colaboração no processo civil: pressupostos sociais, lógicos e éticos. 2ª. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009.

NASH, John. Non-cooperative games. Annals of Mathematics, Princeton, v. 54, n. 2, p. 286-295, 1951.

NAVARI, Cornelia (ed.). International Society: The English School. [S. l.] Cham: Springer, 2021.

NERY JR., Nelson & NERY, Rosa Maria de Andrade. Código de Processo Civil comentado. 18ª. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2022.

OSTROM, Elinor. Governing the commons: the evolution of institutions for collective action. Cambridge: Cambridge, 2011.

PARSONS, Talcott. O sistema social. São Paulo: Pioneira, 1974.

POUNDSTONE, William. Priceless: The Hidden Psychology of Value, London: Oneworld, 2011.

PUGLIESI, Márcio. Hermenêutica e Questões de Método em Direito, Revista Sapere Aude, maio de 2013, (1-23), 2013.

PUGLIESI, Márcio. Sujeito: Traços de um projeto burguês, (PUC-SP), 2008.

PUGLIESI, Márcio. Filosofia e Direito. São Paulo: Aquariana, 2022.

PUGLIESI, Márcio. Social Clothes: a proposal for a new approach to hermeneutics. Saarbrücken/ London: Lambert, 2024.

PUGLIESI, Márcio; GUNDIM, Wagner; GAMBA, João Roberto Gorini. Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Almedina/Alfa, 2025.

PUGLIESI, Márcio. A situação como fundamento estratégico e hermenêutico da “realidade” jurídica: uma abordagem lúdico-epistemológica da decisão no direito. Revista Jurídica da Unicuritiba, Curitiba, v. 4, n. 84, 2025.

PUGLIESI, Márcio. Persistem as condições da nação mais favorecida no comércio internacional? Uma análise à luz das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos. Relações Internacionais no Mundo Atual, Curitiba, v. 1, n. 47, 2025(a).

PUGLIESI, Márcio & BACCARI, Jhesica Loures dos Santos. Textos e hermenêutica: problemas de compreensão no âmbito constitucional. Revista Jurídica da Unicuritiba, Curitiba, v. 4, n. 84, 2025.

RAPOPORT, Anatol. Lutas, jogos e debates. Tradução de Sérgio Duarte. 2ª. ed. Brasília: EdUnB, 1998.

RAWLS, John. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

RICOEUR, Paul. O justo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.

SEN, Amartya. A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

SIMON, Herbert. Models of bounded rationality. Cambridge: MIT Press, 1982.

SIMON, Herbert A. Rational decision making in business organizations. American Economic Review, Nashville, v. 69, n. 4, 493-513, 1979.

STRECK, Lenio Luiz. Verdade e consenso. 5ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

RAWLS, John. Uma teoria da justiça. 3ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

RAWLS, John. A Theory of Justice. Cambridge: Harvard, 1971,

SANTOS, Fabio Luizi dos. Phrónesis na ética aristotélica. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2021.

SCHAUER, Frederick. Thinking Like a Lawyer: A New Introduction to Legal Reasoning. Cambridge: Harvard, 2009.

SCHAUER, Frederick. Playing by the Rules: A Philosophical Examination of Rule-Based Decision-Making in Law and in Life. Oxford: Clarendon, 1991.

SEN, Amartya. Inequality Reexamined. Oxford: Clarendon, 1992

SEN, Amartya. Sobre Ética e Economia. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

SEN, Amartya. A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

SIMON, Herbert A. Administrative behavior: a study of decision-making processes in administrative organizations. 4th. ed. New York: Free Press, 1997.

SPINELLI, Priscilla Tesch. A prudência na Ética Nicomaquéia de Aristóteles. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.

STEINGRABER, Ronivaldo & FERNANDEZ Ramon Garcia. A Racionalidade Limitada de Herbert Simon na Microeconomia. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, São Paulo, n. 34, 123-162, fev. 2013.

STIVACHTIS, Yannis. Introducing the English School in International Relations Theory. London: E IR Foundations, 2018.

STRECK, Lenio Luiz. O que é isto — decido conforme minha consciência? 6. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2017.

STRECK, Lenio. Jurisdição constitucional e hermenêutica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2017.

THALER, Richard H. From Homo Economicus to Homo Sapiens. Journal of Economic Perspectives, vol. 14, nº 1, 133 -141, 2000.

VALVERDE, Antonio José Romera. Guerra, Terrorismo e condição humana. Revista de Filosofia, vol. 15, nº 16, 11-18, jan./jul. 2003.

VON NEUMANN, John; MORGENSTERN, Oskar. Theory of games and economic behavior. Princeton: Princeton University Press, 1944.

WARDE, A. Practice and Field: Revising Bourdieu’s Concepts. In: Consumption. Consumption and Public Life. London: Palgrave Macmillan, 2017,

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Tradução de Regis Barbosa & Karen Elsabe Barbosa. 4ª. ed. Brasília: UnB, 1999. v. 1.

WEINRIB, Ernest J. Adjudication and Public Values: Fiss’s Critique of Corrective Justice. The University of Toronto Law Journal, vol. 39, no. 1, 1–18,1989.

ZIMMERMAN, Adam S. From mass adjudication to settlement and back. In: HINSHAW, Art & SCHNEIDER, Andrea Kupfer & COLE, Sarah Rudolph (org.). Discussions in dispute resolution. Oxford: Oxford, 2021.

ZUBOFF, Shoshana. The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power. New York: PublicAffairs, 2019.




DOI: http://dx.doi.org/10.26668/revistajur.2316-753X.v1i86.8263

Renvois

  • Il n'y a présentement aucun renvoi.




Revista Jurídica e-ISSN: 2316-753X

Rua Chile, 1678, Rebouças, Curitiba/PR (Brasil). CEP 80.220-181

Licença Creative Commons

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.