LIBERDADE NÃO É FENOMENO DA VONTADE OU A TRAGÉDIA EXPRESSA A IRONIA DA CONDIÇÃO HUMANA

Willis Santiago GUERRA FILHO, Adriana Francisca Souza PENA, Christiano Carvalho Dias BELLO

Resumo


Objetivos: Em face do momento histórico decisivo em que estamos, que nos ameaça e desafia, no mundo atual, há de se buscar como de maneira proporcional conservar o passado e permitir a inovação, o que requer uma análise do ser humano e das experiências que levaram ao desvio do contato com o humano. Neste sentido, o presente texto objetiva fomentar uma tomada de consciência crítica que possibilitará a superação do pensamento culturalmente enraizado, para divisarmos uma outra realidade, aquela do ser vivente em constante transformação por meio da experiência, propondo-nos a encarar, debater e criticar nossa condição, permanência e atuação neste mundo desumanizador.

Metodologia: A pesquisa adota abordagem predominantemente indutiva, tendo como técnica de pesquisa aquela bibliográfica e documental, com objetivo metodológico exploratório e propositivo.

Resultados: O artigo propõe que nos enxerguemos em nossa realidade simulada para tentarmos, então, sairmos dessa situação e pensarmos outras práticas possíveis no futuro, centradas no ser humano capaz de lidar com sua condição e aceitar que pode ser ele o agente causador tanto da catástrofe quanto da mudança, cabendo a ele, a nós, a escolha.

Contribuições: O estudo defende que nos cabe acreditar que a sabedoria é necessária, logo possível, então que nós, no enfrentamento de nossa situação vital, aceitemos a nossa fundamental fragilidade, além de, e apesar dela, seguir sabendo como operar mudanças profundas na sociedade, através de pautas como a dos direitos humanos. A proposta do texto, em suma, é a de uma abordagem das contradições entre indivíduo e sociedade, expressa paradigmaticamente nas tragédias gregas, confrontado com o dilema entre viver na e com sabedoria ou meramente sobreviver.

Palavras-chave: Estado de exceção. Tragédia grega. (Re)significação do direito. Direitos humanos. Liberdade.

 

ABSTRACT

Objectives: Vis-a-vis the decisive historical moment that we are in, which threatens and challenges us, in the current world, it is necessary to seek how to proportionally preserve the past and allow innovation, which requires an analysis of the human being and the experiences that led to the deviation of contact with the human. In this sense, the present text aims to foster a critical awareness that will make it possible to overcome culturally rooted thinking, in order to see another reality, that of the living being in constant transformation through experience, proposing to face, debate and criticize our condition, permanence and performance in this dehumanizing world.

 Methodology: The research adopts a predominantly inductive approach, having as bibliographic and documentary research technique, with an exploratory and propositional methodological objective.

Results: The article proposes that we see ourselves in our simulated reality in order to try, then, to get out of this situation and think about other possible practices in the future, centered on the human being capable of dealing with his condition and accepting that he can be the causative agent of both the catastrophe how much of the change, being up to him, to us, the choice.

Contributions: The study argues that it is up to us to believe that wisdom is necessary, as soon as possible, so that we, in coping with our vital situation, accept our fundamental weakness, in addition to, and despite of it, continuing to know how to bring about profound changes in society , through guidelines such as that of human rights. The text's proposal, in short, is to approach the contradictions between individual and society, expressed paradigmatically in Greek tragedies, faced with the dilemma between living in and with wisdom or merely surviving.

Keywords: State of exception; Greek tragedy; (Re) signification of law; Human rights. Freedom.


Palavras-chave


Estado de exceção; Tragédia grega; (Re)significação do direito; Direitos humanos; Liberdade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21902/revistajur.2316-753X.v1i63.5174

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