Políticas Públicas para a Hanseníase: França, Noruega e Brasil (passagem do século XIX para o século XX)

Etiane Caloy Bovkalovski1, Ádrian Willian Seguro Netzel, Kaue Gustavo Machado

Resumo


RESUMO Esta pesquisa envolve a área da Saúde e Relações Internacionais sob uma perspectiva histórica e visa aprofundar as discussões a respeito dos discursos higienistas presentes nas reformas urbanísticas nas cidades de Paris e do Rio de Janeiro, dialogando com o modelo norueguês de práticas médicas voltadas para a Lepra/Hanseníase envolvendo as políticas e ações públicas implantadas no período da Primeira República. A pesquisa histórica se dividiu em duas etapas: a primeira, de natureza exploratória, caracterizou-se pela identificação das informações sobre os discursos higienistas e as reformas urbanísticas, enquanto a segunda abrange o diálogo com as práticas médicas implantadas na Noruega, sua influência no campo internacional e principalmente no Brasil. O presente processo de pesquisa entra na categoria de análise do saber histórico focando nas representações sociais, discursos e estigmas oriundos de práticas médicas e políticas públicas sob o ponto de vista das relações internacionais. Os resultados aqui apresentados abordam o discurso higienista em torno da representação daqueles considerados indesejáveis e o isolamento como medida protetora da coletividade por medidas de profilaxia ou pelo estigma que as doenças carregavam. Deve-se compreender que há muito a ser estudado e analisado acerca dos discursos higienistas e do isolamento dos doentes para tentar entender mais amplamente toda a complexidade que envolve esta política pública, tratamento e profilaxia. É nítida a influência que tiveram os dois países aqui colocados para dialogar com o Brasil: a França, através da reurbanização de sua capital e a Noruega, através da implementação de um modelo médico a ser seguido.

Palavras-chave: Reformas Higienistas – França – Noruega – Brasil - Hanseníase.


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